04/05/2010 Por Benahia, capixaba,entrevista,moda, 9 Comentários Comente

Jornalista, editora e criadora da Revista Hype, coordenadora de cursos de graduação em moda, isso é só um pouco de Betty Feliz. Com mais de 35 anos de carreira Betty comemora mais uma vitória, 7 anos da Revista Hype, com direito a novo site (adoro o hypidinhas e o blog da Betty!) e mudanças na revista.

 

Nessa entrevista ela fala um pouco mais do íncio da carreira, a moda no Espírito Santo, o trabalho na Hype e claro, dicas pra quem quer ser um jornalista.

 

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FM: Você é formada em jornalismo, a moda veio por acaso ou era algo que já pensava em unir a sua profissão?

 

 

BF: Comecei no jornalismo no final dos anos 1960.Não havia o curso ainda em Vitória.Mais tarde, já profissional de redação, me formei em Serviço Social na Ufes. Fiz as duas coisas – Jornalismo e Serviço Social – por três anos, mas acabei optando pelo primeiro porque era o que mais me gratificava profissionalmente. Quanto à moda, foi mesmo um acaso: acabei ganhando, de presente (na época, de grego) do meu editor,em A Gazeta, uma página semanal,batizada de Mulher. O nome,confesso, sempre detestei porque soava como um gueto dentro do jornalismo – e não deixava de ser, naquela época. Acabei me envolvendo e me especializando…

 

 

FM: Como era o jornalismo de moda quando você começou e o que você acha dele atualmente (com o surgimento dos blogs, sites especializados em notícias de moda, programas de TV abordando o assunto)?

 

 

BF: Moda era uma “coisa menor” dentro das redações. Coisa de mulher(zinha),não era prioridade,não tinha valor. Era uma época de muito preconceito, as mulheres estavam invadindo as redações e os homens , em geral, se sentiam ameaçados. Havia muito machismo, era uma coisa escancarada…Moda, hoje, ganhou status porque está provado que trata-se de um negócio que gera empregos,que move a economia e que confere visibilidade ao país,inclusive. É um segmento respeitado no mercado. Sites,programas e blogs que o digam…

 

 

FM: Muitas pessoas só enxergam o glamour da moda, mas na real como é o dia a dia do jornalista que trabalha nessa área? Qual a parte boa e ruim de ser um jornalista de moda?

 

 

 

BF: Você não deve levar a sério essa coisa do glamour, porque é uma armadilha para iniciantes. Deixar-se deslumbrar pelo universo da moda é fácil, mas isso leva a equívocos e nada acrescenta, pessoal ou profissionalmente. Assim como dizemos que há consumidoras fashion victims,  há jornalistas também. É só olhar em volta…  A parte boa é viajar, participar de eventos, aprender… sempre. A ruim… bem,  talvez seja ter que lidar com pessoas equivocadas e deslumbradas que circulam por este ambiente  (risos).

 

 

FM: A moda no ES em todas as áreas ainda é um pouco desconhecida, como você também é coordenadora de  um curso de pós-graduação em moda, acha que temos potencial pra crescer e tornar a moda capixaba conhecida nacionalmente?

 

 

 

BF: A moda produzida no ES começa a ganhar espaço lá fora. Esse é um processo lento porque depende  de mil e um fatores, principalmente apoio institucional e investimentos. O evento Vitória Moda Show deu uma grande contribuição para ampliar a divulgação do nosso potencial. Acabo de chegar do Dragão Fashion, onde encontrei tanto colegas jornalistas de outros estados que cobriram as duas primeiras edições quanto colegas que não vieram ao evento. Todos, sem exceção querem estar na terceira edição, prevista para setembro. Os cursos de moda, por sua vez, também contribuem para o crescimento e o fortalecimento da moda produzida aqui. E o fato de existir um curso de pós-graduação na área, ofertado pela UVV e o qual tenho a honra de coordenar, já é,por si só, uma prova de como estamos caminhando bem nesse sentido,não é mesmo?

 

 

FM: Como surgiu a revista Hype?

 

 

BF: Hype surgiu de um projeto acadêmico. Meu filho, Tiago, terminava o curso de Marketing na UVV quando resolveu apostar em uma revista. De início relutei porque sabia dos riscos (nosso mercado não é dos melhores) e também porque seria um desafio enorme coordenar o projeto editorial da revista. Mas ele acabou me convencendo ao vender a primeira edição antecipadamente. Daí em diante, me apaixonei por Hype, que está completando sete anos neste mês de maio.

 

 

FM: E como é o trabalho como editora?

 

 

BF: Editar Hype é uma delícia, mas também um desafio permanente. Estou sempre de prontidão, acordando e dormindo pensando em uma nova pauta ou abordagem. Acompanho par e passo todas as etapas do processo, da escolha dos assuntos à seleção das fotos, sem tirar o olho do design,contribuindo com o trabalho de diagramação.

 

 

FM: A revista está passando por algumas mudanças como o site, a criação do Clube da leitora, quais são os planos futuros?

 

 

BF: Fizemos algumas alterações no formato e no conteúdo da revista. Afinal, a gente precisa sempre oferecer novidades, surpreender o leitor, nossa razão de existir. A criação do Clube de Leitoras é resultado de uma ação que visa aproximar a revista de quem a lê,ouvindo nosso público e tentando melhorar sempre. Estamos, permanentemente, pensando e tentando praticar a inovação. Porque essa é a nossa marca.

 

 

FM: Quais as dicas para quem pensa em trabalhar como jornalista de moda?

 

BF: Gostar muito da atividade, sem se esquecer que um bom jornalista tem estudar bastante e saber escrever sobre tudo. Moda é uma especialidade. Há que se ler, assistir a muitos filmes, curtir arte, viajar, ser, enfim, uma grande observadora dos movimentos culturais e sociais desta e de outras épocas. Isso leva à produção de bons textos e editoriais de moda.

 


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Um livro: Vale Tudo, sobre Tim Maia, de Nelson Motta

 

Trabalho marcante: A matéria sobre Juventude de Periferia que me levou a ganhar o Prêmio Esso de Jornalismo do ES em 1984

 

Estilista preferido: Todos aqueles que emocionam e surpreendem com suas criações

 

 

 

Profissional da área que admira: Iesa Rodrigues

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9 Comentários em “Entrevista : Betty Feliz”











Luana Falconi
04/05/2010

Otima Entrevista!!!
Betty foi umas das pioneiras na area de Moda no Estado.Aprendi muito com ela no meu curso de Pós em Moda da Uvv.



Lys Freire
04/05/2010

Muito bom!!
Admiro muito a Betty. A equipe da Hype realmente inova, a revista está ainda mais linda (já pegou na mão a nova edição, Bê?) e foi um prazer participar do Clube de Leitoras.
Bjos!



Queila Lucas
04/05/2010

Oi Be, parabéns pela entrevista,mais uma aliás! Superando a cada dia! hehehe.. a Betty já foi minha prof tb na Pós da UVV! Aqui, mudando de assunto, ahahaah, participa ai e me leva, rsrrs beijo! http://www.ilovesacks.com.br/



Raína Menezes
04/05/2010

Ótima entrevista, Benahia!
Betty é realmente uma alma que ensina mesmo sem querer… Queridíssima!
Tive a oportunidade de trabalhar com ela durante um ano, e diria, um ano muito especial na minha vida.

Parabéns às duas!
Beijos



Benahia
04/05/2010

- Lu deve ser ótimo ter uma professora dessas! E obrigado pelo elogio.
- Lys ainda não peguei na mão, só vi pelo site, e vi você e Bru na matéria do clube da leitora, ficou muito legal.
-Queiloca você também estudou com ela né? Todo mundo fez pós junto na uvv? Então já cadastrei o blog lá nesse site, vocês que tem que participar e indicar o blog pra gente bagunçar em NY! Já enviou foto pra concorrer?
- Raína você trabalhou na Hype? E o gosto pela moda veio antes ou depois ( a curiosa!)? Deve ser ótimo ter uma chefe-professora. Obrigado pelos parabéns!



Polyanna Polycarpo
04/05/2010

Ei Be, adorei a entrevista!
A Betty é demais, muito interassante.

Beijos



Grace
05/05/2010

Mais uma ótima entrevista Benahia!

Bjs!!!



Benahia
05/05/2010

Obrigada Polyanna e Grace,aceito indicações para as próximas hein!



Gabriela Amancio
06/05/2010

Tb ela me deu aula! hehe! o mais interessante foi o vídeo que ela montou conosco de entrevista com cada aluna no término desse ano na Pós da Uvv =) e o evento no Vitória Moda Show que ficou beem bacana o nosso espaço! Parabéns mais uma vez viu!!!