
Beth Caetano tem experiência em várias áreas de moda, de jornalista a compradora de moda, passando por produtora de moda a assessora de impresa de várias empresas como Osklen, Rosa chá, Ivan Aguilar, entre outras. Essa alegrense que veio cursar faculdade de comunicação em Vitória, começou a trabalhar com moda quando ela ainda não estava tão em evidência. Com anos de experiência, ela contou um pouco pra gente sobre o começo da sua carreira e sobre algumas áreas que trabalhou.
FM: Como começou seu envolvimento com moda?
BC: Sempre gostei de moda, customizava minhas roupas, usava um corte de cabelo totalmente diferente e sempre ousei. Até que me mudei para Vitória para estudar Comunicação Social na Ufes (sou de Alegre, interior do Estado). Durante a faculdade comecei também a fazer alguns trabalhos como modelo, participando ainda mais desse meio. Assim que saí da faculdade em 92, os jornalistas Evaristo Mendes e Cristina Abelha que trabalhavam na A Gazeta e eram meus conhecidos me indicaram para trabalhar no Caderno 2 do jornal com uma coluna sobre moda.
FM: E como era nessa época trabalhar com moda em uma época que ela ainda não estava tanto em evidência como hoje ?
BC:Era o que chamamos de époda de ouro, com grandes desfiles e eventos em locais como Copacabana Palace, enfim, tudo era grandioso, com muito glamour.
FM: E depois da A Gazeta?
BC:Trabalhei três anos na A Gazeta e depois fui trabalhar com assessoria de imprensa empresarial, trabalhando com economia e política. Não queria mais trabalhar com moda, até que em 1999 fui prestar assessoria para Lei Básica e aí voltei a àrea. Logo após vieram a Forum (2001) e Triton (2002).
FM: Como é o trabalho de assessoria de imprensa de moda?
BC:Para ser assessor de uma empresa de granito você não precisa nessessariamente entender todo o processo, mas com assesssoria de moda é diferente, você tem que entender muito do assunto. Para Triton por exemplo no trabalho de assessoria com a Claudia Scarton, haviam palestras para os vendedores de como montar vitrines e produções de moda. Mas com o trabalho de assessoria você tem que organizar eventos e entender quem é o consumidor.
FM: Atualmente você está trabalhando como compradora da Club de France e foi inclusive para Europa comprar a coleção da Giorgio Armani. Quais as diferenças que você notou entre a moda lá e aqui no Brasil?
BC:Sem dúvidas a organização e profissionalismo. Claro que eles já tem bastante tempo de experiência, mas isso tem que ser um grande exemplo para os brasileiros. Com a China cada dia mais ganhando força nas cópias e produtos bem mais baratos as grandes marcas se aperfeiçoam cada dia mais. Porque ou o seu produto é muito bom, de luxo ou você tem que ter um bom preço para competir com a China. Por exemplo, na Giorgio Armani tudo que você precisa você encontra lá, tudo que você quiser eles tem para vender, de roupa de ski a smoking. E muitas peças podem ser personalizadas. Quando fui comprar a coleção pude escolher o produto que queria, com o tecido e modelagem da minha preferência, é um produto personalizado, que ninguém vai ter igual. Esse é o diferencial. Agora falando de produção de moda, na Europa as produções são mais ousadas, passei pela Collete em Paris e tanto as vitrines como os manequins misturam várias referências e o look fica lindo. Eles buscam cada vez mais algo novo.

FM: Dica pra quem quer começar a trabalhar nessa área?
BC:Estude e trabalhe muito para sobreviver.
Ping Pong :
Um livro: O essencial (Constanza Pascolato)
Peças chaves para outono inverno: legging e colete
Viagem inesquecível: Milão, esse ano
Trabalho marcante: Osklen
Estilista Favorito: Karl Lagerfeld
Lugar do ES: Praia do Canto





